Bertioga volta atrás e afirma que morador não morreu por febre amarela

de G1

A Prefeitura de Bertioga, no litoral de São Paulo, divulgou que o único suspeito de ter morrido em decorrência da febre amarela na Cidade, na verdade, não teve a doença. A Secretaria de Saúde de Bertioga tinha confirmado, no dia 19 de janeiro, que o homem havia contraído febre amarela em São Sebastião e era o primeiro morador da cidade a morrer por conta da doença.

A Prefeitura de Bertioga emitiu um comunicado, nesta quinta-feira (31). A nota diz que, após segunda análise, a administração municipal, por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde, informou que o óbito suspeito por febre amarela não teve como causa mortis febre amarela.

Segundo a conclusão final do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde, o paciente de 23 anos, morador de Bertioga e que trabalhava em São Sebastião, teve como causa do óbito complicações de rabdomiólise grave, com insuficiência renal aguda e edema pulmonar.

A sorologia (IgM) positiva de febre amarela atribuída inicialmente foi considerada como reação cruzada, devido ao quadro inflamatório sistêmico apresentado pelo paciente, no momento da coleta. A autópsia também descartou febre amarela. Desta forma, o município de Bertioga não registra casos confirmados, suspeitos, tampouco em investigação de febre amarela.