Sobe o número de mortes e suspeitas de febre amarela no Vale do Ribeira

de G1

Mais três moradores de Eldorado, no interior de São Paulo, morreram em decorrência da febre amarela. A cidade já soma seis óbitos e quatro pessoas internadas com a doença. As autoridades se reuniram, na manhã desta segunda-feira (21), em Pariquera-Açú, cidade vizinha, para discutir novas estratégias de combate à febre amarela.

De acordo com a Prefeitura de Eldorado, a cidade registrou dois óbitos no sábado (19) e um neste domingo (20), sendo que dois eram da mesma família. Todos as pessoas que morreram na cidade, em decorrência da doença, moravam na zona rural, no Quilombo Sapatu.

Três moradores de Eldorado estão internados no Hospital das Clínicas, em São Paulo, e os exames já confirmaram que eles estão com febre amarela. Uma pessoa, internada no mesmo hospital, está sendo monitorada por suspeita estar com a doença. Houve também confirmação em uma paciente com a doença que já recebeu tratamento e foi liberada após melhorar.

As cidades do Vale do Ribeira também registraram a morte de vários macacos, na zona rural da cidade. Porém, não foi possível identificar se os animais estavam com a febre amarela devido ao estado de decomposição dos corpos.

 

Vacinação

 

O Departamento Municipal de Saúde e Vigilância Sanitária e Epidemiológica de Eldorado está orientando todos os munícipes ainda não imunizados que procurem os postos de saúde mais próximos. A vacina deve ser aplicada com dez dias de antecedência para deslocamentos para áreas de risco.

As doses estão disponíveis nas unidades de saúde e são indicadas para pessoas a partir dos nove meses de idade. Os pacientes portadores de HIV positivo e transplantados, gestantes, mulheres amamentando crianças com até seis meses de idade e imunodeprimidos como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas como, por exemplo, Lúpus e Artrite Reumatoide, devem consultar o médico sobre a indicação da vacina.

Sintomas

 

Moradores que sentirem febre alta, mal-estar, dor no corpo, náuseas e vômitos, com duração de dois ou três dias, devem procurar uma unidade de saúde, alertam os médicos. A melhora pode ocorrer, mas os sintomas podem voltar depois com mais intensidade.